sexta-feira, 14 de setembro de 2012


Sou homem e faço Pedagogia sim, e por que não faria ?  




    É  notório como as pessoas reagem quando digo que estudo Pedagogia, imagino que a primeira ideia que se apresenta em suas mentes é: “como pode um homem fazer pedagogia?”. A meu ver, a pergunta é pela simples concepção de que educar é tarefa essencialmente feminina, que homem não tem uma habilidade e nem "capacidade" para educar e cuidar de crianças na Educação Infantil.

     Ainda possui  a tendência de pais e gestores acharem que homens não devem lecionar em creches. Ao passar em concursos públicos, professores homens precisam provar suas habilidades, além de ter sua sexualidade posta em dúvida.

     Durante muito tempo a educação foi responsabilidade da mulher já que esta era possuidora de “dons naturais para cuidar”, tornando a educação infantil uma vocação e não uma profissão (SAYÃO, 2005). Entretanto, as definições de educação infantil foram assumindo corpo e forma ao longo dos anos e, em 1988, foi incorporada na Constituição Federal, sendo mais bem explicada e organizada na LDB 9.394/96.

     Assim, o número de homens nos cursos de Pedagogia, apesar de ser pequeno, vem crescendo a cada ano, mesmo sabendo que ainda ocorre um pouco de preconceito, não podemos esquecer que com o tempo está ocorrendo uma mudança cultural, social onde algumas pessoas estão tendo uma visão maior para a aceitação do homem nas salas de Educação Infantil. As crianças precisam ter contato com adultos fortes e atuantes, deambos os sexos, em todos os lugares, especialmente na escola, ondeelas começam a se socializar fora da família. "Tanto nas atividadespedagógicas quanto nas esportivas ou recreativas, os pequenos vãoaprender a respeitar diferentes identidades, porque a sociedade é formada por ambos os sexos", afirma Deborah Thomé Sayão, pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina.


     Além disso, as construções mentais feitas durante séculos dão conta de que estudar para ser professor é ruim, feio e não dá retorno financeiro (o que pode até ser verdade, se avaliarmos a atual política de valorização docente). Além da imagem de "profissão de mulher", outro fato que afasta oshomens da carreira é a remuneração. "A sociedade ainda vê ohomem como o provedor do lar. Por isso, espera-se que ele opte por uma profissão que o faça financeiramente independente e capaz de manter casa e família. E professores de séries iniciais são os mais mal remunerados da carreira do magistério", analisa Maria CristinaMantovanini.


     Entretanto, muito mais que estudar para lecionar crianças de Educação Infantil (zero a cinco anos), o profissional licenciado em Pedagogia é apto a exercer outras funções, como Orientação Pedagógica, Gestão Escolar, Coordenação, entre outras. São, inclusive, por esses caminhos que estudantes do curso, tenha essa escolha, escolheram fazer o curso para poder trabalhar com educação, mas não necessariamente em sala de aula. Esta realidade é ainda maior entre os alunos homens.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Reflexões sobre a chupeta



Objetivos
- Estimular a autonomia da turma, favorecendo um processo tranquilo de abandono da chupeta e respeitando o ritmo e a necessidade de cada um.
- Promover um diálogo com as famílias, favorecendo ações em conjunto com a creche.

Conteúdos
- Cuidados.
- Identidade e autonomia.

Faixa etária
2 a 3 anos.

Tempo estimado
O ano todo.

Material necessário
Outros objetos de apego que não a chupeta, como cobertores e brinquedos, de acordo com a anuência da família.
FlexibilizaçãoPara crianças com deficiência intelectualO grande desafio, ao trabalhar com crianças com deficiência intelectual é mostrar que é possível fazê-las pensar para além da 'concretude' dos objetos. Esses pequenos tendem a apegar-se mais a objetos como a chupeta. Por isso, é importante não oferecer a chupeta diante de qualquer sinal de desconforto da criança e conduzi-la, aos poucos, a deixar o objeto, da mesma forma que as outras crianças do grupo - desde que respeitado o tempo de aprendizagem e as conquistas de cada criança. As conversas com a família e a socialização na creche também contribuem nesse processo.

Desenvolvimento
Questionamento
Busque compreender o significado da chupeta na vida dos pequenos. Para tanto, reflita sobre as seguintes questões:
- Por que bebês e crianças pequenas geralmente chegam à creche com ela na boca?
- Por que para algumas ela é importante na hora do sono? E quando acordam também?
- Por que muitas delas param de chorar imediatamente quando esse objeto lhes é entregue?
- Em quais momentos as crianças costumam deixá-lo de lado?

Interação com as crianças
Ao entender que a chupeta é um objeto de apego e fundamental para a adaptação na creche, busque os momentos mais adequados para sugerir aos pequenos que ela não seja usada, como durante as refeições, e na hora do parque e das atividades, explicando que ela atrapalha os movimentos e a fala. Vale também planejar atividades divertidas, como a manipulação de massas e tintas, e sempre oferecer um aconchego especial, como o colo ou uma canção, para quem se mostrar mais sensível.

Interação com a família
Converse com os pais para saber em que situações os pequenos costumam usar a chupeta em casa (e se usam). Informe-os também sobre a postura adotada na creche de sugerir que o objeto saia de cena em alguns momentos - como as refeições e as atividades - e proponha que façam o mesmo em casa, reforçando que o objetivo maior não é abandonar a chupeta, mas promover a autonomia da criança em vários aspectos gradualmente.

Solidariedade
Quando o combinado é não usar a chupeta, algumas crianças podem não lidar bem com o fato, mesmo com você oferecendo atenção e outros objetos de apego. Nesses casos de resistência, devolva a chupeta para que elas não se sintam desamparadas.

Desapego
Os objetos de apego podem ser usados para ajudar nos momentos críticos, mas, com o tempo e a progressiva integração das crianças ao grupo, você deve lembrá-las de que podem ficar sem a chupeta durante um período.

Avaliação
Mesmo que influenciado pelas experiências de socialização que os pequenos viverão na creche, o sucesso em deixar a chupeta é uma conquista pessoal, que está relacionada ao crescimento individual. Então, quando algum deles conseguir passar muito tempo sem o objeto por perto, parabenize-o. Sempre que possível, chame a atenção também para as coisas que as crianças estão conseguindo fazer sem ajuda e comente o desempenho delas em outras atividades, como desenhos e pinturas, demonstrando o quanto estão crescidas e independentes.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/0-a-3-anos/reflexoes-chupeta-creche-educacao-infantil-555247.shtml

Música será conteúdo obrigatório na Educação Básica



Muito além de formar músicos profissionais ou especialistas na área, a Educação Musical auxilia no desenvolvimento cultural e psicomotor, estimula o contato com diferentes linguagens, contribui para a sociabilidade e democratiza o acesso à arte. Por isso, a partir de 2012, a Música será conteúdo obrigatório em toda Educação Básica. É o que determina a Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008.

Embora ainda não se saiba se os conteúdos serão trabalhados em uma disciplina específica ou nas aulas de Artes, com professores polivalentes, as escolas devem adaptar seus currículos até o início do ano letivo de 2012. Tocar, ouvir, criar e entender sobre a História da Música são pontos fundamentais de ensino. Para a professora do Departamento de Música da Universidade de São Paulo, Teca Alencar de Brito, contudo, os currículos não devem ser engessados. "Não se pode ensinar Música a partir de uma visão utilitarista. Estamos falando de arte. É preciso explorar as sensibilidades", afirma a especialista, criadora da Teca Oficina de Música.

Outro ponto nebuloso da nova legislação diz respeito a não obrigatoriedade da graduação em Música para ministrar as aulas. O artigo da lei que previa a formação específica na área foi vetado pelo Ministério da Educação sob alegação de que, no Brasil, existem diversos profissionais atuantes na área sem formação acadêmica. A discussão, agora, está a cargo da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que, a partir de um protocolo de parceria firmado entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, está organizando encontros regionais com acadêmicos, especialistas, Secretarias de Educação e Associações de Estudos Musicais para realizar uma espécie de mapeamento do ensino de Música nos estados brasileiros.

Do primeiro encontro, realizado no Rio de Janeiro, formaram-se dois grupos de trabalho. Um que deve propor nortes para as questões curriculares e outro, formado por representantes das universidades, responsável por articular propostas de ampliação das licenciaturas em Música e demais cursos de formação continuada na área, inclusive, os ministrados a distância. Os objetivos são elaborar uma nova proposta de regulamentação da Lei nº 11.769, assim como um manual aplicativo destas determinações, que auxiliem os gestores escolares e educadores da área de Música.

Apesar das indefinições, desde 2002, os cursos de graduação em Música superaram em número os cursos de graduação em Artes Visuais. Atualmente, são cerca de 70 cursos de licenciatura em Música em todo o país. Para Teca Alencar, o processo de adaptação das escolas e de formação dos educadores será lento, mas o primeiro passo, o da mobilização para que as escolas se organizem, já foi dado. "A discussão sobre o ensino de Música já é um avanço. Os cursos de graduação, especialização e formação continuada estão crescendo. Há profissionais preocupados em desenvolver materiais didáticos para ensinar Música. Isso é muito importante", diz.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/legislacao/musica-sera-conteudo-obrigatorio-educacao-basica-541248.shtml

Professor, merece repeito !!

Bullying na Educação Infantil. É possível?



Sim, se houver a intenção de ferir ou humilhar o colega repetidas vezes. Entre as crianças menores, é comum que as brigas estejam relacionadas às disputas de território, de posse ou de atenção - o que não caracteriza o bullying. No entanto, por exemplo, se uma criança apresentar alguma particularidade, como não conseguir segurar o xixi, e os colegas a segregarem por isso ou darem apelidos para ofendê-la constantemente, trata-se de um caso de bullying.
"Há estudos na Psicologia que afirmam que, por volta dos dois anos de idade, há uma primeira tomada de consciência de 'quem eu sou', separada de outros objetos, como a mãe.
E perto dos 3 anos, as crianças começam a se identificar como um indivíduo diferente do outro, sendo possível que uma criança seja alvo ou vítima de bullying. Essa conduta, porém, será mais frequentes num momento em que houver uma maior relação entre pares, mais cotidiana e estabelecida com os outros'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral", da Universidade de Franca (Unifran).

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-educacao-infantil-610552.shtml

O que é bullying? Confira a definição



Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-escola-494973.shtml

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Relatório sobre Emília Ferreiro.



   Quem adotou e tornou conhecida a expressão construtivismo foi uma aluna e colaboradora de Piaget, a psicóloga Emília Ferreiro. Nascida na Argentina em 1936. Partindo da teoria do mestre, ela pesquisou a fundo e especificamente o processo intelectual pelo qual as crianças aprendem a ler e a escrever, batizando de construtivismo sua própria teoria.
   Emília constatou que a criança aprende segundo sua própria lógica e segue essa lógica até mesmo quando ela se choca com a lógica do método de alfabetização. As crianças não aprendem do jeito que são ensinadas. Constatando uma seqüência lógica básica na faixa de 4 a 6 anos. Na primeira fase, a pré-silábica a criança não consegue relacionar as letras com os sons (pode escrever Marcelo como MMMM ou AAAAA), na silábica, já interpreta a letra a sua maneira (Marcelo pode se MCO), já na fase silábico-alfabética, mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas silabas, por fim na ultima fase a alfabética passa a dominar plenamente o valor das letras e silabas. O papel do professor no construtivismo é que em vez de dar a matéria numa aula meramente expositiva, o professor organize o trabalho de modo que o aluno seja o co-piloto, despertando no aluno um senso de autonomia, onde uma escrita espontânea faz com que ele possa participar ativamente e aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire fazendo com que o erro seja um trampolim na rota da aprendizagem. Porem tem que lembrar sempre que o construtivismo não e método e sim teoria, pois método possui regras e teorias não.

PSICOGÊNESE DA LINGUA ESCRITA

NÍVEL
CONCEITO
EXEMPLO


Pré-silábico
 indiferenciado

As crianças não registram traços no papel;

Não se apropria da escrita convencional;

Baixa diferenciação existente entre a grafia de uma palavra e outra.
Maria


Pré-silábico
 diferenciado

Tentativa sistemática de criar diferenciações entre os grafismos produzidos;

Utiliza os grafemas sem relação com os fonemas.


AODI (fantoche)



Silábico

Estabelece relações entre o contexto sonoro da linguagem e o contexto gráfico;

Atribui cada letra ou marca escrita o registro de uma silaba falada.


KXRO (cachorro)

Silábico-alfabético

Utiliza hipótese silábica e alfabética da escrita;

Existência de acréscimo de letras ao invés de omissão.

              BNC (boneca)


Alfabético

Realiza sistematicamente uma análise sonora dos

Fonemas das palavras;
Podendo não ser ortográfico.

CÂU (chão)
URSO




Filme - Somos todos diferentes.


Somos todos diferentes !

   A influência dos pais no desenvolvimento da criança é incontestável, já que há tempos vem sendo objeto de discussões, estudos e teorias. Fato que não acontecia no filme, pois percebi que o pai era um pouco ausente nos assuntos escolares do filho achando falta de disciplina e trata o filho com muita rudez e falta de sensibilidade, já a mãe ate tentava ajudar o filho nos exercícios de casa, mas não tinha um contato maior com a escola para saber o motivo de seu filho ter aquele comportamento.

 Mas o que podemos dizer do papel do professor? 

   O professor exerce função não menos importante do que a dos pais no desenvolvimento da criança. A criança vai lentamente lutando pela liberdade de sua consciência individual desde a infância e, nesta luta, a escola exerce um papel fundamental por ser o primeiro ambiente que a criança encontra fora da família.  Neste ambiente é inevitável que os companheiros substituam os irmãos, o professor o pai, a professora a mãe. O professor deverá estar consciente deste papel e da sua importância.  Deverá entender que sua tarefa não é apenas inserir na cabeça das crianças um número crescente de ensinamentos e sim, antes de tudo, exercer certa influência sobre a personalidade, como um todo. No filme o professor percebe que existe algo errado e começa a analisar melhor o aluno, onde ele percebe o fato era a dislexia, claro que para ter um resultado comprovado precisa mais do que um simples caderno, caso que acontece no filme. A atuação do professor sobre a criança é, em alguns casos, mais importante do que as atividades curriculares. Visto desta maneira, o professor é a ponte mais importante da passagem do mundo infantil para o mundo adulto, pois junto com os pais, os professores são responsáveis pelo encorajamento ao crescimento e independência das crianças. A tarefa é difícil. Por isso o professor deve estar preparado psicologicamente para exercer plenamente suas funções com responsabilidade e harmonia. E incontestável que o professor e um papel muito importante para seu aluno mais ele não tem a obrigação de fazer tudo, por isso a escola deve ter um psicólogo, uma coordenação efetiva com pedagogo, orientador escolar, orientador pedagógico, uma equipe. Pois o professor já tem uma função, e ser for atribuído para ele também fazer esses papeis onde entra esses profissionais?

   O certo seria o professor e a equipe trabalharem juntos. Uma coisa que observei no filme e que a escola não tinha uma equipe para o professor apoiar por isso ele se colocou na frente de tudo e de todos para ajudar esse aluno que já estava sem vontade de viver, ele fez mais do que o seu trabalho, pois não só ajudou a criança como ele transformou a escola toda. O tema dislexia, com o qual a maioria das escolas tem dificuldade de lidar, deveria estar mais presente na educação, já que inúmeras crianças são discriminadas por falta de conhecimento tanto de pais, quanto de professores e outros profissionais de ensino. Um fato que muito se discute hoje em dia e a falta de participação da família no âmbito escolar, coisa que deveria acontecer sempre, pois o sucesso escolar do aluno também tem parte da família e não apenas da escola. Com lirismo e poesia, nas imagens e nas músicas, que dão encanto e magia à narrativa, o filme nos emociona e nos coloca diante da questão: – por que a sociedade tem tanta dificuldade de lidar com as diferenças e a tendência de valorizar só quem está dentro dos padrões estabelecidos?
Autor: Jorge de Almeida Lopes Filho



A Raposa e a Cegonha




   Os textos literários são passiveis de diversas e variadas leituras. Que interpretação poderíamos fazer deste texto e de que modo, pensando o contexto pedagógico, ele deve ser utilizado em sala de aula.

      A fábula apresenta um conteúdo didático que leva valores éticos, políticos, religiosos ou sociais. Este conteúdo pode vir organizado de modo a focar o discurso moralista – mais comum nas fábulas em prosa, clássicas. Neste caso, o desfecho é, em geral, surpreendente, humorístico ou impactante. Quando os alunos aprendem o enredo, junto vem também à forma, a linguagem que se usa para escrever, diferente da que se usa para falar. A reescrita é a produção de mais uma versão, e não a reprodução idêntica. O que queremos desenvolver não é a memória, mas a capacidade de produzir um texto em linguagem escrita. Ao realizar um reconto, os alunos recuperam os acontecimentos da narrativa, utilizando, frequentemente, elementos da linguagem que se usa para escrever, pois ao reescrever uma história, um conto, uma fábula os alunos precisam coordenar uma série de tarefas: eles precisam recuperar os acontecimentos, utilizar a linguagem que se escreve organizar junto com os colegas o que querem escrever, controlar o que já foi escrito e o que falta escrever. Ao realizar essas tarefas, os alunos estarão aprendendo sobre o processo de composição de um texto escrito. E para finalizar podemos fazer uma dramatização da reescrita feita pelos alunos, ou um teatro de fantoche, dedoche, painel, livrão da nova história, etc.

E o mais importante e sempre mostrando o que a fábula ou a história que mostrar, ou seja, a moral da história para que os alunos possam entender o significado da mesma e que não seja apenas mais uma história contada pelo professor. 

 Autor: Jorge de Almeida Lopes Filho

AIDS

 

O que é AIDS?--A sigla Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O vírus da Aids é conhecido como HIV e encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas pelo vírus. Objetos contaminados pelas substâncias citadas, também podem transmitir o HIV, caso haja contato direto com o sangue de uma pessoa.

Formas de Contágio--A Aids é transmitida de diversas formas. Como o vírus está presente no esperma, secreções vaginais, leite materno e no sangue, todas as formas de contato com estas substâncias podem gerar um contágio. As principais formas detectadas até hoje são: transfusão de sangue, relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de sangue. A Aids também pode ser transmitida da mão para o filho durante a gestação ou amamentação.

Tratamento--Infelizmente a medicina ainda não encontrou a cura para a Aids. O que temos hoje são medicamentos que fazem o controle do vírus na pessoa com a doença. Estes medicamentos melhoram a qualidade de vida do paciente, aumentando a sobrevida. Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Quanto tempo o HIV sobrevive em ambiente externo?--O vírus da AIDS é bastante sensível ao meio externo. Estima-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.

Você sabia?--Dia 1 de dezembro comemora-se o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Fique sabendo mais:- - www.aids.ogr.br / www.worldsite.com.br/cazuza / www.ensino.net

O que todos os educadores deveriam saber.

 Para compreender que:
  • Para aprender, a criança passa por um processo que não tem a lógica do conhecimento final, como é visto pelos adultos. Nenhum conceito nasce com o sujeito ou é importado de fora, mas precisa ser construído.
  • Todas as crianças sabem muitas coisas, só que umas sabem coisas diferentes das outras.
  • Ter pouca informação sobre a escrita não significa ter pouca informação sobre os conteúdos.
  • As hipóteses de escrita não significam erro e sim a forma como a criança expressa seu entendimento sobre a escrita num dado momento.
  • A interação de crianças com hipótese diferentes, em situações de leitura/escrita, é importante porque favorece a troca de informações e porque uma pode contribuir para o conhecimento da outra.
  • As hipóteses de escrita revelam o conhecimento da criança num determinado momento: não são perenes e transformam-se a medida que a criança reflete sobre as características e o funcionamento da escrita convencional.
  • As hipóteses de escrita são construídas e transformadas a partir do universo de informação disponível para as crianças e das situações didáticas de que participa.

(Rosana Aparecida Dutoit)

Mr. Holland Adorável Professor. Conflitos e Feedback !

Conflitos e Feedback no filme Mr. Holland Adorável Professor.

Conflito



  • O professor não se sente bem dando aula afinal de contas vai lecionar para que possa ter tempo para compor, que é o seu grande sonho, e, além disso, juntar dinheiro para construir uma poupança que possa ser base de sua sobrevivência no futuro enquanto compõe. Os planos começam a dar errados quando o personagem central entra em desordem com os alunos, pois se mostram pouco interessados.
(Ele administra o conflito em que tinha com os alunos)

  • E quando a sua mulher revela que está grávida, o único filho nasce com surdez aumentando a dificuldade familiar. Este compositor não aceita a surdez do filho, isola-se da família e mergulha na tristeza. Anos mais tarde repensa a sua vida e decide mudar o seu rumo. Organiza um concerto para surdos e com o filho novamente ao seu lado, divide com ele o amor pela música. Percebe que esta não lhe está vedada apesar de ele ser surdo.

(Uma mesma situação e dois pontos de vista podem gerar ou não um conflito)


  • O professor no filme percebeu que não podia mudar tudo, mas podia mudar alguma coisa. Começou a lidar com reforços apropriados, ou seja, aqueles que faziam parte da vida dos seus alunos. A música de seu tempo, seus interesses em tocar determinados instrumentos e não outros.
(Com isso o professor se tornou flexível e ate evitou um conflito)

                                                            Feedback


  • Quando diz para uma das alunas, que está apresentando dificuldades no aprendizado: "Você deve parar... por hoje!", ou seja, no dia seguinte tudo recomeçaria com esforço redobrado.

(O professor fez um feedback positivo construtivista pois o professor da uma dica boa e a estimulando para que ela melhora-se)

  • No momento em que o professor reata relações de carinho e compreensão com o filho. A escola muda sensivelmente no decorrer do filme com a influência de causas históricas e por influência dos professores inclusive a do personagem central.  A disciplina de música que era deixada em segundo plano pelos alunos da escola passou a ser vista com bons olhos pelo mesmo devido ás aulas do personagem central.

(Ocorre um feedback positivo construtiva, pois a escola e os alunos mudam pra melhor)

Autor: Jorge de Almeida Lopes Filho

Síndrome de Down !

   Resolvi colocar este tema no meu blog, pois como tenho uma aluna com esta síndrome, pensei que muitos educadores podem estar passando pela mesma experiência maravilhosa que é de educar uma criança com Down. Esta apenas um pouco de muitas coisas que devemos saber quem se interessar e quiser saber um pouco mais e só entrar no site do Instituto Meta Social e esclarecer as duvidas.    


    O dia 21 de março é uma data importante: é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. Será que você tem algum amigo com Síndrome de Down? Já parou para pensar no que é isso?
A Síndrome de Down é um acontecimento genético natural e universal. Isso quer dizer que a síndrome não é resultado da ação ou do descuido de mães ou pais, como muitos pensam. E nem é uma doença. Ela é causada por um erro na divisão das células durante a formação do bebê (ainda feto). Só para você ter uma idéia, de cada 700 bebês que nascem, UM tem Síndrome de Down. Por isso, qualquer mulher, independente da raça ou classe social pode ter um bebê Down. Até hoje, a ciência ainda não descobriu os motivos que provocam essa alteração genética, portanto não há como evitar.

Genética
Você já deve ter ouvido falar que todas as características de uma pessoa - a cor da pele, dos olhos, o tipo e cor dos cabelos, a altura e tudo mais – são herdados (transmitidas) dos pais, certo? Como? Por meio dos genes. São os genes, presentes nos cromossomos, que carregam tudo o que somos. Cromossomos são pedacinhos do núcleo das células que contém as características que cada um de nós herda do pai e da mãe.
Mas mesmo sabendo que existem semelhanças entre as pessoas com Down, não há exames que determinem, no nascimento, como a pessoa (criança, depois adolescente e adulto) vai evoluir durante a sua vida. Mas hoje, com as descobertas da medicina, sabe-se que para a criança down desenvolver todo seu potencial é importante que, desde cedo, seja amada e estimulada pelos pais, irmãos e profissionais habilitados.
A alteração genética das crianças com Down faz com que todas elas sejam muito parecidas e tenham as seguintes características:
1 - hipotonia (flacidez muscular, o bebê é mais molinho);
2 - comprometimento intelectual (a pessoa aprende mais devagar);
3 - aparência física (uma das características físicas são os olhinhos puxados).

Aceitar as diferenças
Atualmente, a Síndrome de Down é mais conhecida, o que permite mais qualidade de vida, melhores chances e desenvolvimento para os portadores. Mas, infelizmente, esse avanço ainda não foi suficiente para acabar com um dos principais obstáculos que as pessoas com Down enfrentam: o preconceito.

O fim da exclusão
Já houve várias novelas e filmes que mostraram que os portadores da síndrome podem ter uma vida normal, embora necessitem de cuidados. Há alguns anos, a novela "Páginas da Vida" mostrou a menina Clara, uma criança com Síndrome de Down. Até alguns anos atrás, poucos sabiam que quem possui a síndrome é capaz de trabalhar e até de atuar como fez a atriz mirim Joana Mocarzel, que representou a Clara.
Sabia que existem ações para diminuir a exclusão social da pessoa com Down? Confira quais são:
- a transmissão das informações corretas sobre o que é a síndrome;
- o convívio social;
- a garantia de espaço para participar de programas voltados ao lazer, à recreação, ao turismo e à cultura;
- capacitação de profissionais de Recursos Humanos para avaliar adequadamente pessoas com Síndrome de Down, entre outras.

A data
O dia 21 de março foi escolhido pela associação "Down Syndrome International" para ser o Dia Internacional da Síndrome de Down em referência ao erro genético que a provoca. Todo mundo tem 23 pares de cromossomos. Quem tem Down tem três cromossomos no par de número 21 (daí a data 21/03).

Fonte: Instituto Meta Social

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dez novas competências para uma nova profissão (Philippe Perrenoud)



Para Philippe Perrenoud, é preciso reconhecer que os professores não possuem apenas saberes, mas também competências profissionais que não se reduzem ao domínio dos conteúdos a serem ensinados, e aceitar a idéia de que a evolução exige que todos os professores possuam competências antes reservadas aos inovadores ou àqueles que precisavam lidar com públicos difíceis.



Existe hoje um referencial que identifica cerca de 50 competências cruciais na profissão de educador. Algumas delas são novas ou adquiriram uma crescente importância nos dias de hoje em função das transformações dos sistemas educativos, bem como da profissão e das condições de trabalho dos professores.



1. Organizar e estimular situações de aprendizagem.

2. Gerar a progressão das aprendizagens.

3. Conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam.

4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e no trabalho.

5. Trabalhar em equipe.

6. Participar da gestão da escola.

7. Informar e envolver os pais.

8. Utilizar as novas tecnologias

9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão.

10. Gerar sua própria formação contínua.





Em algumas profissões que dependem totalmente das tecnologias, a renovação das competências é evidente.





1. Reconhecer que os professores não possuem apenas saberes, mas também competências profissionais que não se reduzem ao domínio dos conteúdos a serem ensinados;

2. Aceitar a idéias de que a profissão muda e sua evolução exige atualmente que todos os professores possuam novas competências, antes reservadas aos inovadores ou aos professores que precisavam lidar com os públicos mais difíceis.





1. Admitir que os professores têm competências profissionais



Ninguém duvida de que os professores têm saberes. Será que também têm competências? É claro que tudo depende da definição que damos a esse conceito. Se entendemos por competência a capacidade de agir de uma forma relativamente eficaz em uma família de situações. Quanto mais avançamos no ensino médio e superior, mais o saber a ser ensinado passa a constituir o cerne da identidade do educador, mais os professores subestimam o saber para ensinar, reduzindo-o a uma mescla de bom senso, coerência, arte de se comunicar claramente. Por isso, as habilidades são mais reconhecidas se concebidas como a aplicação de saberes metodológicos baseados nos saberes teóricos, como a didática das disciplinas ou a psicologia cognitiva. Esses saberes procedimentais não têm o prestígio das ciências ou da história, porém são saberes menos “vulgares” que as habilidades.



O que caracteriza a profissão de professor é que se fala muito pouco das maneiras de fazer do savoir-faire, das habilidades construídas no decorrer da experiência; enquanto isso, em outras profissões, sua diversidade e pertinência provocam a admiração dos colegas. Poderíamos dizer, exagerando um pouco, que os professores têm vergonha das habilidades.



A emergência da noção de competência no mundo das empresas está ligada, em parte, ao movimento rumo à flexibilidade, à precariedade do trabalho e ao enfraquecimento das escalas de qualificação e, conseqüentemente, das solidariedades estatutárias. O mundo do ensino desconfia do “enfoque por competências”, suspeitando, assim, que a escola está a serviço da economia em detrimento da cultura.



Uma parte do corpo docente resiste de uma maneira ainda mais viva e negativa a esses enfoques, pois agora precisa lidar diretamente com eles. Com efeito, os sistemas educativos visam ao mesmo tempo:



• Explicitar e avaliar de forma mais precisa as competências propriamente profissionais dos professores (para além de sua cultura teórica);

• Reformular os programas escolares no sentido de referenciais de competências (Perrenoud, 1999c).



Ao nos preocuparmos com as competências, estaremos, acima de tudo, lutando por uma formação profissional dos professores baseada na realidade das práticas. Contudo, isto também significa ter meios para fazer a profissão evoluir por meio do desenvolvimento de novas competências.





2. Novas competências: para que todos aprendam



Na análise dos motivos para lutar pela profissionalização da profissão de professor, deparamo-nos com dois tipos de fatores: por um lado, transformações das condições de exercício da profissão e, por outro, crescentes ambições dos sistemas educativos. O nível de conhecimento e de competência das novas gerações torna-se um mecanismo político e econômico da maior importância. Mecanismo econômico porque o “capital humano” continua sendo um trunfo decisivo para o desenvolvimento e a sobrevivência na concorrência internacional. E também um mecanismo político porque, embora sem garantir a generosidade e o altruísmo, e menos ainda a liberdade, a igualdade e a fraternidade, a instrução é uma condição necessária da democracia e da capacidade de construir uma ordem negociada, de não aumentar a violência ou o fanatismo quando a sociedade é rompida por crise.





3. Dez famílias de competências mais uma



Não podemos dissociar as competências da relação com a profissão. Para formar professores mais competentes, aliando uma postura reflexiva e uma forte implicação crítica para o desenvolvimento da sociedade, é necessário desenvolver a profissionalização do professor.

Essas competências não se relacionam ao trabalho com os alunos, mas à capacidade de os professores agirem como um ator coletivo no sistema e de direcionar o movimento rumo à profissionalização e a prática reflexiva, assim como para o domínio das inovações.







PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Artmed, 2000.

PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Artmed, 1999.

PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Entre duas lógicas. Artmed, 1999.


sábado, 2 de abril de 2011

Dicas para seu filho se alimentar de forma saudável !!!

No quadro O Dr. Responde, Eliana e o Dr. José Bento receberam o pediatra do Hospital e Maternidade São Luiz, Marcelo Reibscheid, para orientar as mães sobre a alimentação de seus filhos desde os primeiros dias de vida.



Confira abaixo as receitas nutritivas que podem ser usadas para variar o cardápio dos maiorzinhos.



HAMBURGUER DE ESPINAFRE




Ingredientes


2 xícaras de folhas de espinafre
1 xícara de ricota
1 dente de alho amassado
1 colher (chá) de molho de soja
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
Sal a gosto
Óleo para untar

Modo de preparo

Coloque o espinafre, ainda molhado, em uma panela. Tampe e cozinhe em fogo baixo até as folhas ficarem macias. Escorra e deixe esfriar. Esprema para retirar o excesso de suco e pique-as. Em uma tigela, coloque o espinafre, a ricota, o alho, o molho de soja e a farinha de trigo. Tempere com sal e misture bem. Forme os hambúrgueres e asse. Mistura para 8 unidades.


HAMBURGUER DE ABOBRINHA E BERINJELA





4 colheres (sopa) de farinha de trigo

1 abobrinha média picada (200 gramas)
1 berinjela média (250 gramas)
2 dentes de alho amassados
Óleo para untar
Sal a gosto

Modo de Preparo

Descascar a berinjela e cortar em fatias finas no sentido do comprimento. Passar sal nas fatias e deixar descansar e escorrer dentro de uma peneira por 30 minutos. Lavar a berinjela, enxugar e picar bem.Em uma tigela misturar bem a berinjela, o alho, a abobrinha e a farinha de trigo. Temperar com sal. Fazer os hambúrgueres com ¼ de xícara da mistura . Untar uma frigideira ante aderente e levar ao fogo até esquentar. Assar os hamburgeres até dourarem os dois lados.



NUGGETS COM QUEIJO BRANCO




500 gramas de peito de frango picado
uma clara
duas colheres de farinha de trigo
uma colher de queijo parmesão ralado
uma cebola piquena picada
duas colheres de salsa picada
dois dentes de alho espremidos
meia colher de sal
uma colher de pimenta-do reino
uma pitada de noz-moscada ralada
200 gramas de queijo branco em cubos
uma xícara de farinha de rosca para empanar

Modo de preparo:

No processador de alimentos, coloque o frango em pedaços, a clara (sem bater), a farinha de trigo, a cebola picada, a salsa, o alho, o sal, a pimenta-do-reino, a noz-moscada e triture até obter uma massa homogênea. Modele os nuggets com as mãos e recheie cada um com um cubo de queijo branco.

Passe pela farinha de rosca, coloque em uma assadeira e deixe dourar por igual – Aproximadamente 20 minutos.



NUGGETS DE BETERRABA





1 xícara de farinha de trigo integral ou comum, ou farinha de rosca
½ xícara de linhaça moída
1 colher de sopa de queijo parmesão ralado
½ colher de chá de páprica
½ colher de chá de alho desidratado
½ colher de chá de cebola desidratada
1 xícara de purê de beterraba
450 gramas de peito de frango ou coxa e sobrecoxa, sem osso e sem pele
1 ovo grande ligeiramente batido
½ colher de chá de sal
Manteiga, margarina ou óleo para untar
1 colher de sopa de azeite

Para empanar para assar

2 unidade(s) claras
1 xícara(s) farinha de rosca misturada com 1 col. (sopa) de parmesão ralado

Modo de preparo

Para o purê de beterraba: Deixe a beterraba inteira (ou corte a rama deixando dois centímetros) e com casca.
Enrole em papel alumínio e asse a 200ºC, por cerca de uma hora (até que estejam macias quando espetados com uma faca). Depois de descascar, processe no liquidificador ou processador de alimentos por dois minutos.

Nuggets: Em uma tigela, coloque a farinha, a linhaça, o parmesão, a páprica, o alho e a cebola e misture bem com a ponta dos dedos. Em uma tigela rasa, com um garfo, misture o purê de beterraba e o ovo. Coloque-a ao lado da tigela com os ingredientes secos. Lave, seque e corte a carne de frango em pedaços pequenos (tamanho nuggets), depois salpique sal. Mergulhe cada pedaço na mistura de ovos e, depois, passe na mistura de farinha, até ficar totalmente recoberto. Unte uma frigideira grande e leve ao fogo médio-alto para aquecer.

Para Assar: Passe na clara e na mistura de farinha de rosca com o parmesão. Em uma assadeira untada, coloque os nuggets e leve ao forno por 20 minutos.













Pedagogia... cursar ou não cursar ?


A Pedagogia é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo.





Pedagogia? Ah, que legal, mas você vai ganhar tão pouco. Crianças? Elas são tão chatas...


Pra quem ta começando a média fica R$ 800,00 por 20h/aula semanal. Agora se vc chegar a ser um delegado de ensino ou supervisor da secretaria da educação aí de R$ 6.000,00 pra lá.



Sabe qual a parte mais legal das crianças? A sinceridade. Se elas não gostarem de você, elas não esconderão e fingirão gostar, como aqueles do seu trabalho. Elas sorriem de verdade. São gentis. A má educação só existe, por culpa de pais que ou estão ausentes, ou presentes demais. Através da pedagogia podemos ensinar não apenas as pequenas criaturas que mudarão nosso futuro, mas seus pais, dando uma base para manter seus filhos empenhados nessa mudança!!



Porque eu preciso de tanto dinheiro? O que realmente me faz feliz? Churrascos no fim de semana com amigos bêbados, comendo vidas? Não!

Um carro luxuoso, que poluirá cada vez mais o meio ambiente? Não!

Uma casa chique com todos os utensílios mais caros do mercado ? Não!

As roupas de grife, cheias de rótulos? Não!

Trabalhar de 8 a 20h e receber mais de 10.000,00 por mês, e não ter tempo para viver?

NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Eu só preciso de um bom planejamento, para não gastar dinheiro em vão, e juntar grana para viajar pelo Brasil. Conhecer cada região, cada povo, cada costume. Levar o que sei... aprendizado, vontade costumes, idéias.


Levar às crianças, aquelas que farão parte do meu dia-a-dia a importância da natureza, do respeito animal, da política, de uma boa alimentação, da cultura.

E o mais importante, incentivar os pais de cada uma, a adotarem e incentivarem seus filhos, com novas idéias.


Temos todas as oportunidades para uma revolução, e não temos o povo para agir. Pois o governo tratou de ocupá-los no trabalho, durante horas para sustentar suas famílias, e assim os calou, os confortou, com algumas bolsas-família.



Está na hora de sermos escravos sem algemas.

Comecemos agora, para colhermos os frutos do amanhã.


E isso será meu futuro, pois mudar o mundo, através de ONG’S ou trabalhando no setor Ambiental de empresas, é muito complicado.Você mexe algumas varetas, e vê que o dinheiro fala mais alto. Sempre falará.

Agora está na hora de levar educação para o nosso BRASIL.


Mudar as mentes, mudar a estrutura, mudar o poder.



"A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda."


(Paulo Freire)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Projeto sobre Folclore


Nome do projeto: Dia de Fazer a Diferença com o Folclore (DFDF)




Faixa-etária: Creche e Pré-Escola



Check-list: Na idade pré-escolar, as crianças estão passando por uma mudança em relação ao seu comportamento, pois estão começando a misturar um comportamento anteriormente apenas formado por reflexos (proveniente de quando era bebê), com uma nova fase: a linguagem. Nesta trajetória a criança sente necessidade de fingir ser alguém, de fantasiar situações. Daí surge toda a simbologia refletida nas brincadeiras de faz-de-conta. Elas vivem num mundo imaginário onde são capazes de pensar e agir imitando situações variadas. Com isto, vemos a importância de se trabalhar o Folclore. Pensamos aqui, no Folclore como um grande quebra-cabeça, um grande brinquedo, em que cada peça é fundamental: as danças, as lendas, as brincadeiras, parlenda, as adivinhações, as cantigas, as receitas, os brinquedos, etc. Essas são as peças que formam esse jogo chamado cultura brasileira. Quanto mais se brinca com esse jogo mais se conhece a cultura do nosso país, logo ele não poderia ficar fora do espaço pré-escolar.

Na escola, criança tem de ouvir música de criança. E apenas música de criança, certo? Errado. Algumas delas têm texto fraco, muito óbvio ou com rimas pobres. De acordo com o Referencial Curricular Nacional Educação Infantil, e importante que a percepção musical na pré-escola seja estimulada.



• Planejamento efetivo do projeto:



Objetivos de ensino: Promover o desenvolvimento integral das crianças, dentro de um ambiente com propostas lúdicas e de cunho educativo, pois a cultura de um povo é um bem precioso que deve ser cultivado.

Estimular a reflexão sobre a linguagem musical com base em um repertório significativo.

Ampliar o repertório musical das crianças.



Objetivo geral: Construir conceitos com as crianças sobre o que é folclore através de experiências vivenciadas por elas.

Envolver professores e pais no trabalho musical das crianças.

Desenvolver nos alunos o respeito pelos diferentes repertórios musicais.



Objetivo específico: As crianças se apropriem de conhecimentos da cultura humana como novas formas de brincar, cantar, dançar, falar, etc.

Incentivando a valorização e o respeito pelas diferentes formas de viver de diferentes grupos e pessoas.





• Ações planejadas para envolver:



Professores/ Escola: Professores e funcionários devem estar preparados para lidar com as manifestações culturais das crianças.

Organize um grupo de professores para estudar temas ligados ao folclore e discutir as experiências em sala de aula

Um curso de capacitação sobre o tema é o mais indicado.



Alunos: Selecione músicas que contagiem as crianças pelo ritmo e pela sonoridade da letra. Em momentos de atividades livres, coloque na sala pra que eles ouçam.

Converse sobre as músicas ouvidas ao longo das aulas, perguntando às crianças quais as canções preferidas.

Organize uma votação para estabelecer as favoritas.



Comunidade externa: Faça uma reunião com as famílias para apresentar o projeto. Dessa forma, cada um pode continuar aproveitando a atividade em casa, com a família reunida.



• Possíveis atividades a serem desenvolvidas:



Formação Pessoal e Social: socialização, respeito, valorização do outro, autonomia, iniciativa.

Linguagem Oral e Escrita: diálogo, argumentação, parlenda, trava língua, adivinhações, cantigas, escrita, receita, leitura, lendas, textos informativos.

Natureza e Sociedade: história dos brinquedos e brincadeiras, diferentes formas de cantar, brincar e contar histórias.

Movimento: dança, brincadeiras.

Música: cantigas.

Arte: dramatização de lendas.

Matemática: construção de brinquedos (formas, cores, medidas, receitas).



• Sistema de apresentação/ exposição do projeto:



Grave um CD com dez questões-cinco escolhidas pelas crianças, outras cinco pelos pais. Encaminhe a escrita espontânea dos títulos na ordem em que aparecem na gravação para compor a capa.

CD gravado com as “Dez mais do folclore”, acompanhado de livrinho ilustrado com títulos e letras.

Depois grave um DVD mostrando todo o trabalho realizado durante a semana.



• .Avaliação:



Compare o conhecimento musical da turma antes e depois do projeto didático. O que mudou? As crianças demonstraram maior atenção às características rítmicas? E quando as letras? Verifique, em que medida a leitura e a escrita evoluíram.

A observação das formas de expressão das crianças, de seu envolvimento nas atividades e satisfação nas próprias produções será um instrumento de acompanhamento do trabalho que ajudará na avaliação e no replanejamento da ação educativa.



• Culminância:

Exposição para os pais, do Projeto DFDF, através de fotos, CD, DVD, materiais de pesquisa, materiais coletados e confeccionados pelas crianças e apresentações.

Autor: Jorge de Almeida Lopes Filho

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Faz sentido oferecer textos a estudantes não-alfabetizados?

Canções, poesias e parlendas são úteis para se chegar à incrível mágica de fazer a criança ler sem saber ler. Quando ela decora uma cantiga, pode acompanhar com o dedinho as letras que formam as estrofes. Conhecendo o que está escrito, resta descobrir como isso foi feito. Se o aluno sabe que o título é Atirei o Pau no Gato, ele tenta ler e verificar o que está escrito com base no que sabe sobre as letras e as palavras - sempre acompanhado pelo professor. O leitor eficiente só inicia a leitura depois de observar o texto, sua forma, seu portador (revista, jornal, livro etc.) e as figuras que o acompanham e imaginar o tema. Pense que você nunca viu um jornal em alemão. Mesmo sem saber decifrar as palavras, é possível "ler". Se há uma foto de dois carros batidos, por exemplo, deduz-se que a reportagem é sobre um acidente. Ao mostrar vários gêneros, você permite à criança conhecer os aspectos de cada um e as pistas que trazem sobre o conteúdo. Assim, ela é capaz de antecipar o que virá no texto, contribuindo para a qualidade da leitura.






Fonte: Revista Nova Escola - Março/2003

domingo, 23 de maio de 2010

Inteligência Emocional


Inteligência Emocional
Durante muito tempo nossa cultura, fortemente centrada no conceito de racionalidade, reservou um lugar secundário para a Emoção. Era como se esta fosse uma espécie de prima pobre da Inteligência. Usando uma metáfora poderíamos dizer que, enquanto a Inteligência podia freqüentar a sala de visitas, a Emoção tinha de comer na cozinha.
Em muitos ambientes, especialmente naqueles voltados para atividades profissionais, a tendência a emocionar-se é considerada uma fraqueza. Isso é um erro, uma vez que a emoção está profundamente relacionada à motivação - fator indispensável ao comprometimento com a organização e à produtividade no trabalho.
Felizmente, este final de século veio trazer várias mudanças positivas, principalmente uma tendência de se colocar a tecnologia em seu devido lugar, ou seja, a serviço do homem. Nesse contexto, alguns valores ganharam maior importância, especialmente aqueles que permitem diferenciar os seres humanos de suas criações tecnológicas. E valorizar as emoções é enaltecer uma característica do que é vivo, sente e pensa - ou seja, de todos nós.
Descobriu-se que a capacidade de lidar com as emoções é mais importante para o sucesso na vida do que o Quociente de Inteligência (QI). Tal descoberta foi popularizada através do livro de Daniel Goleman, "Inteligência Emocional", o qual simbolizou o retorno da Emoção à sala de visitas da sociedade, nos termos da metáfora anteriormente utilizada. Podemos novamente falar em emoções no contexto empresarial, assim como valorizá-las na qualidade de instrumentos de crescimento e realização pessoal.
Diante de tais informações, cabe perguntar: se é tão importante saber lidar com as emoções, como fazer para desenvolver essa capacidade?
As referências sobre o assunto dão grande ênfase à importância de se adquirir inteligência emocional durante a infância. Uma delas, muito interessante, procura ensinar-nos estratégias de preparação emocional, como parte da educação de nossos filhos. Ocorre que pode ser extremamente difícil transmitir inteligência emocional quando não a possuímos! Como resolver esse problema? Se não for possível desenvolver a inteligência emocional de um adulto, dificilmente haverá alguém que possa preparar emocionalmente as crianças.

Da Inteligência Emocional à Aprendizagem Emocional
A partir da idéia de Inteligência Emocional, é possível trilhar um caminho para a Aprendizagem Emocional. Essa expressão foi considerada mais adequada do que "Inteligência Emocional", pois o conceito de inteligência refere-se primordialmente a recursos disponíveis na consciência, enquanto o aprendizado a que nos referimos ocorre, principalmente, a nível não consciente, conforme explicamos a seguir.
No livro de John Gottman e Joan De Claire, "Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos", os autores exemplificam uma reação errada dos pais, quando uma criança se perde em uma loja de departamentos. Ao reencontrar a criança, a mãe reage dizendo: "Seu cretino! Estou danada com você, nunca mais te trago ao shopping". Para muitos leitores, ficará perfeitamente claro que a reação da mãe foi totalmente inadequada. No entanto, muitas pessoas poderiam reagir assim, simplesmente por ficarem impossibilitadas de reagir de outra forma. Não basta estar consciente da reação ideal, da atitude correta a ser tomada. É necessário, acima de tudo, que a pessoa seja capaz de se comportar da maneira adequada. E, conforme explica Daniel Goleman, em "Inteligência Emocional", a parte mais primitiva do cérebro dispara comportamentos instintivos antes que a "consciência" possa avaliar a situação e escolher a forma mais conveniente para se agir em cada contexto. Assim sendo, faz-se necessário que o aprendizado emocional ocorra também a nível não consciente, para que possam ser alterados os estados emocionais de um indivíduo.
Para facilitar o contato com a mente não consciente, a Aprendizagem Emocional utiliza técnicas inspiradas na Imaginação Ativa de Jung, na Meditação dos Guias Interiores de Steinbrecher, na Hipnose Ericksoniana e em modelos e técnicas da Programação Neurolingüística. Através desses procedimentos, o praticante virá a desenvolver uma comunicação cada vez mais intensa com os seus recursos inconscientes, o que resultará em um domínio cada vez maior de seus estados emocionais.

Aprendizagem Emocional e Crescimento Pessoal
Ao longo da História, o homem ocidental sempre buscou formas ativas para alcançar contato com o seu inconsciente.
O oriental, por outro lado, manifestou preferência pela observação passiva e pela meditação desprovida de conteúdo - o esvaziamento da mente.
Nesse cenário, a Aprendizagem Emocional escolhe o estilo ativo ocidental, incorporando poderosas técnicas de mudança psicológica provenientes das terapias breves, associadas à utilização de linguagem hipnótica, oferecendo ao praticante um caminho seguro e gratificante para a utilização crescente dos ilimitados recursos da mente inconsciente.

As Origens da Aprendizagem Emocional
Para facilitar o contato com a mente não consciente, a Aprendizagem Emocional utiliza técnicas inspiradas na Imaginação Ativa de Jung, na Meditação dos Guias Interiores de Steinbrecher, na Hipnose Ericksoniana e em modelos e técnicas da Programação Neurolingüística.
A PNL oferece muitos recursos que permitem lidar com estados emocionais. Podem ser lembrados, por exemplo, Leslie Cameron-Bandler em "O Refém Emocional", trabalho no qual são oferecidos métodos para identificar, classificar e mesmo modificar estados emocionais. Uma parte relevante do trabalho é, sem dúvida, o tratamento dado às emoções como mensagens provenientes do inconsciente. Por outro lado, a Transformação Essencial ("Core Transformation") - técnica desenvolvida por Connirae Andreas - ajuda o praticante a alcançar seus estados mais profundos, através do que poderíamos chamar uma "ressignificação em camadas", apoiada na conhecida pressuposição da intenção positiva. Anthony Robbins também aborda as emoções, de forma simples e correta, em "Desperte o Gigante Interior". Todas essas idéias são aproveitadas na Aprendizagem Emocional.
Através dos procedimentos da Aprendizagem Emocional, o praticante desenvolve uma comunicação cada vez mais intensa com os seus recursos inconscientes, o que resulta em um domínio cada vez maior de seus estados emocionais.
                                        
                                              Um Processo Contínuo e Eficaz
Na Aprendizagem Emocional, não descartamos a idéia de que um procedimento executado uma única vez possa produzir resultados permanentes. Todavia, entendemos que um processo contínuo é o meio mais adequado para lidar com a complexidade dinâmica do ser humano. Além disso, a utilização de técnicas de mudança rápida deve garantir que os resultados almejados sejam alcançados dentro de um período de tempo razoável, medido em semanas ou meses e não em muitos anos.
A Aprendizagem Emocional utiliza formatos já testados em outras disciplinas, além de padrões de linguagem usados pela hipnose. Isso coloca o praticante em um estado favorável à descoberta e ao aprendizado de novas formas de lidar com suas emoções. É um processo contínuo, como a terapia tradicional, e que utiliza poderosos instrumentos de mudança, como fazem as terapias breves. Nesse sentido, oferece ao praticante "o melhor de dois mundos".
Em última instância, a Aprendizagem Emocional trata da capacidade de identificar, selecionar, transformar e utilizar as emoções. Através de suas técnicas, o praticante torna-se gradativamente capaz de escolher o estado emocional adequado a cada momento ou contexto, usando suas emoções a seu favor - isto é, como poderosos recursos organizadores do seu comportamento.